{"id":48,"date":"2025-09-02T11:59:38","date_gmt":"2025-09-02T11:59:38","guid":{"rendered":"https:\/\/agrowww.com.br\/blog\/?p=48"},"modified":"2025-09-02T11:59:38","modified_gmt":"2025-09-02T11:59:38","slug":"marketing-conteudo-john-deere","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agrowww.com.br\/blog\/2025\/09\/02\/marketing-conteudo-john-deere\/","title":{"rendered":"O agro criou o marketing de conte\u00fado, e tudo come\u00e7ou com a John Deere!"},"content":{"rendered":"\n<p>Quando falamos em <a href=\"https:\/\/agrowww.com.br\/blog\/2025\/08\/14\/agro-marketing-receita\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">marketing de conte\u00fado<\/a>, \u00e9 comum pensar em blogs, redes sociais ou v\u00eddeos na internet. Mas e se a gente te dissesse que essa estrat\u00e9gia nasceu bem antes disso, no campo, ainda no s\u00e9culo XIX?<\/p>\n\n\n\n<p>Em 1895, a John Deere lan\u00e7ou a The Furrow, uma revista feita especialmente para produtores rurais. <strong>Em vez de tentar vender tratores a todo custo, a marca escolheu um caminho diferente: oferecer informa\u00e7\u00e3o \u00fatil, hist\u00f3rias reais e dicas pr\u00e1ticas para quem vive da terra<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>O resultado? A empresa estabeleceu um relacionamento de confian\u00e7a com seus clientes, d\u00e9cadas antes de algu\u00e9m inventar o termo \u201cmarketing de conte\u00fado\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Neste artigo, vamos mostrar como The Furrow plantou a semente do marketing moderno e por que essa hist\u00f3ria ainda tem muito a ensinar para quem trabalha com o agro hoje.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Como era o marketing antes da John Deere?<\/h2>\n\n\n\n<p>Antes da virada que a John Deere provocou, o marketing seguia um padr\u00e3o simples: vender a qualquer custo. As marcas criavam an\u00fancios com frases de efeito, ilustra\u00e7\u00f5es chamativas e promessas gen\u00e9ricas, tudo voltado apenas para convencer o cliente a comprar.<\/p>\n\n\n\n<p>No setor agr\u00edcola, isso n\u00e3o era diferente. Os produtores recebiam pouca ou nenhuma informa\u00e7\u00e3o realmente \u00fatil para o dia a dia da lavoura. Os an\u00fancios falavam mais sobre o produto do que sobre as dores, desafios ou necessidades reais do campo.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, a comunica\u00e7\u00e3o era completamente unilateral. As empresas falavam; o produtor ouvia, e s\u00f3. N\u00e3o havia escuta, troca ou constru\u00e7\u00e3o de confian\u00e7a. Foi nesse cen\u00e1rio que a John Deere decidiu fazer diferente.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">A virada de chave: nasce <em>The Furrow<\/em>, em 1895<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>Em 1895, a John Deere decidiu inovar de um jeito que ningu\u00e9m esperava: lan\u00e7ou uma revista feita especialmente para o produtor rural<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Batizada de <em>The Furrow<\/em>, a publica\u00e7\u00e3o n\u00e3o tinha como foco principal os produtos da marca. Pelo contr\u00e1rio, a ideia era ensinar, inspirar e manter o produtor bem informado, com conte\u00fados \u00fateis sobre t\u00e9cnicas agr\u00edcolas, gest\u00e3o da propriedade, novidades do setor e hist\u00f3rias de outros agricultores.<\/p>\n\n\n\n<p>Era um tipo de comunica\u00e7\u00e3o revolucion\u00e1ria para a \u00e9poca. Em vez de empurrar vendas, a John Deere escolheu gerar valor real para o produtor. <strong>E mais: fazia isso com uma linguagem acess\u00edvel, pr\u00f3xima, que respeitava o conhecimento e a viv\u00eancia de quem vive da terra<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Com isso, The Furrow virou refer\u00eancia, e plantou a semente do que hoje chamamos de marketing de conte\u00fado.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"683\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/agrowww.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/image-2.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-51\" srcset=\"https:\/\/agrowww.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/image-2.png 683w, https:\/\/agrowww.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/image-2-200x300.png 200w\" sizes=\"auto, (max-width: 683px) 100vw, 683px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Capa da edi\u00e7\u00e3o de 1897 da revista <em>The Furrow<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O que <em>The Furrow<\/em> oferecia?<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>Mais do que uma revista institucional, <\/strong><strong><em>The Furrow<\/em><\/strong><strong> era uma ferramenta de informa\u00e7\u00e3o valiosa para o produtor rural. Enquanto outras marcas insistiam em vender, a John Deere apostou em ensinar e apoiar<\/strong>. A revista trazia:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Reportagens sobre inova\u00e7\u00f5es no campo: novas tecnologias, equipamentos e pr\u00e1ticas que estavam transformando a agricultura.<\/li>\n\n\n\n<li>Hist\u00f3rias reais de produtores: mostrando desafios enfrentados, solu\u00e7\u00f5es adotadas e os resultados obtidos, criando identifica\u00e7\u00e3o e inspira\u00e7\u00e3o.<\/li>\n\n\n\n<li>Dicas t\u00e9cnicas e novidades da \u00e1rea: desde manejo de solo at\u00e9 pr\u00e1ticas que aumentavam a produtividade e efici\u00eancia no campo.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p><strong>Esse conte\u00fado n\u00e3o s\u00f3 informava, mas ajudava o produtor a evoluir no seu dia a dia, fortalecendo a marca como refer\u00eancia de confian\u00e7a e conhecimento<\/strong>. Veja a seguir um exemplo de conte\u00fado t\u00e9cnico publicado para ajudar o dia a dia do produtor.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"762\" src=\"https:\/\/agrowww.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/image-3.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-52\" srcset=\"https:\/\/agrowww.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/image-3.png 1024w, https:\/\/agrowww.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/image-3-300x223.png 300w, https:\/\/agrowww.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/image-3-768x572.png 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Por que isso \u00e9 considerado marketing de conte\u00fado?<\/h2>\n\n\n\n<p>Hoje, chamamos de marketing de conte\u00fado toda estrat\u00e9gia que busca informar, educar ou entreter o p\u00fablico com conte\u00fado relevante. E foi exatamente isso que a John Deere fez com sua revista.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao inv\u00e9s de empurrar seus produtos, a marca ofereceu valor real: conhecimento t\u00e9cnico, hist\u00f3rias inspiradoras e informa\u00e7\u00f5es \u00fateis para o produtor evoluir na lavoura. Essa abordagem gera um efeito poderoso:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>O produtor come\u00e7a a confiar na marca.<\/li>\n\n\n\n<li>Enxerga a empresa como uma parceira, n\u00e3o s\u00f3 uma vendedora.<\/li>\n\n\n\n<li>Cria-se um relacionamento duradouro e de autoridade.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Por isso, mesmo mais de 100 anos depois, <em>The Furrow<\/em> ainda \u00e9 estudada como um dos primeiros e mais bem-sucedidos exemplos de marketing de conte\u00fado no mundo.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1000\" height=\"695\" src=\"https:\/\/agrowww.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/image-1.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-50\" srcset=\"https:\/\/agrowww.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/image-1.png 1000w, https:\/\/agrowww.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/image-1-300x209.png 300w, https:\/\/agrowww.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/image-1-768x534.png 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1000px) 100vw, 1000px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O impacto disso no agro e no marketing at\u00e9 hoje<\/h2>\n\n\n\n<p>Mais de um s\u00e9culo depois, a semente plantada pela empresa continua dando frutos. A revista segue ativa, publicada em dezenas de pa\u00edses e em diversos idiomas, mantendo a ess\u00eancia: informar, inspirar e dialogar com quem vive o campo.<\/p>\n\n\n\n<p>O que a John Deere fez em 1895 antecipou um modelo de marketing que s\u00f3 se tornaria popular com a internet:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Educar o cliente antes de vender.<\/li>\n\n\n\n<li>Construir relacionamento com base em confian\u00e7a e valor.<\/li>\n\n\n\n<li>Posicionar a marca como autoridade.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Essa vis\u00e3o transformou a forma como as marcas se comunicam com o agro, e hoje serve de inspira\u00e7\u00e3o para empresas que querem ir al\u00e9m do panfleto e da propaganda gen\u00e9rica.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Em um setor onde confian\u00e7a e conhecimento s\u00e3o tudo, oferecer conte\u00fado relevante ainda \u00e9 uma das estrat\u00e9gias mais eficazes para gerar resultados e construir parcerias duradouras<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Mesmo em tempos digitais, a <em>The Furrow<\/em> continua sendo refer\u00eancia em conte\u00fado de qualidade para o agro.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1019\" height=\"548\" src=\"https:\/\/agrowww.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/image.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-49\" srcset=\"https:\/\/agrowww.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/image.png 1019w, https:\/\/agrowww.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/image-300x161.png 300w, https:\/\/agrowww.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/image-768x413.png 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 1019px) 100vw, 1019px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Como podemos aplicar isso no Brasil de hoje?<\/h2>\n\n\n\n<p>A principal li\u00e7\u00e3o que The Furrow nos deixa \u00e9 clara: marcas que educam, escutam e acompanham o produtor geram valor real, e esse valor constr\u00f3i v\u00ednculos duradouros.<\/p>\n\n\n\n<p>No Brasil, esse princ\u00edpio \u00e9 mais atual do que nunca. Pequenos e m\u00e9dios produtores est\u00e3o conectados, buscam conhecimento e consomem conte\u00fado digital com frequ\u00eancia. Eles procuram informa\u00e7\u00e3o \u00fatil para o dia a dia, n\u00e3o apenas propaganda.<\/p>\n\n\n\n<p>Isso mostra que o marketing no agro pode, e deve, ir al\u00e9m da venda. <strong>\u00c9 poss\u00edvel construir autoridade, confian\u00e7a e relacionamento ao entregar conte\u00fados relevantes, no momento certo e com a linguagem certa<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>As ferramentas mudaram, mas o prop\u00f3sito segue o mesmo. O agro digital pode aplicar os mesmos princ\u00edpios da John Deere com novos formatos: v\u00eddeos educativos, publica\u00e7\u00f5es em redes sociais, blogposts t\u00e9cnicos, e-books, guias pr\u00e1ticos, calculadoras e plataformas interativas.<\/p>\n\n\n\n<p>O desafio agora \u00e9 usar a tecnologia com estrat\u00e9gia, sem perder a escuta e a empatia. As marcas que entenderem isso estar\u00e3o mais pr\u00f3ximas do produtor, e mais preparadas para o futuro do setor.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Conte\u00fado \u00e9 estrat\u00e9gia: e o agro precisa disso<\/h2>\n\n\n\n<p>A John Deere mostrou o caminho h\u00e1 mais de um s\u00e9culo: quando uma marca oferece informa\u00e7\u00e3o de qualidade, ela deixa de ser apenas fornecedora e passa a ser parceira. Ao investir em conhecimento e di\u00e1logo, criou um modelo de comunica\u00e7\u00e3o que ainda inspira o marketing moderno.<\/p>\n\n\n\n<p>Hoje, temos mais recursos (v\u00eddeos, redes sociais, plataformas digitais) e, com eles, mais oportunidades de criar conex\u00e3o com quem est\u00e1 no campo. A l\u00f3gica continua a mesma: entregar valor antes de vender.<\/p>\n\n\n\n<p>Sua marca tamb\u00e9m pode crescer no agro com uma estrat\u00e9gia de conte\u00fado bem pensada, relevante e alinhada \u00e0 realidade do produtor. <strong>Na agrowwW, unimos experi\u00eancia de campo com vis\u00e3o estrat\u00e9gica para criar conte\u00fados que aproximam marcas de pessoas<\/strong>.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Se voc\u00ea quer aplicar esse modelo na sua comunica\u00e7\u00e3o, <a href=\"https:\/\/agrowww.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">fale com a gente<\/a>. Vamos juntos transformar informa\u00e7\u00e3o em relacionamento, e relacionamento em resultado!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quando falamos em marketing de conte\u00fado, \u00e9 comum pensar em blogs, redes sociais ou v\u00eddeos na internet. Mas e se a gente te dissesse que essa estrat\u00e9gia nasceu bem antes disso, no campo, ainda no s\u00e9culo XIX? 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